07
Jun 09

O

publicado por saracrisf às 23:13

 

Jorge tinha 15 anos. Era conhecido como o cientista do futuro. Adorava astronomia. Inquietava-o a possibilidade de existência de vida noutros planetas. Enquanto pequeno, Jorge, deliciava-se com uns bonequinhos fascinantes que via na televisão: eram verdes, com um único olho, eram horríveis. Agora, já crescido, adoraria poder ver cara à cara um desses seres, a que se davam o nome de extraterrestres.
Jorge achava tal acontecimento impossível. Afinal, ele tinha poucas certezas de que seres como aqueles existissem realmente.
De repente Jorge olhara em seu redor. O que via? Botões mais botões. Uma nave. Entrou em pânico. Mas como é que ele teria ido para ali parar? Viu um ser daqueles verdes. “Aaaaaaahhh”. Foi com este enorme grito que a nave abalou.
- Ei rapaz. Tem calma.
- Onde me foste buscar? – Perguntou em pânico.
- Não és tu que tens tanta curiosidade nestas coisas? – Perguntou-lhe aquele ser horrível.
- Sim…de onde é que vens tu? – Questionou bastante confuso.
- Seres como eu nunca andam num só sítio. Andamos por vários planetas. Agora percorremos a Terra. – Respondeu-lhe ele.
- Eh! Excelente! … Oh mas eu quero ir para casa…
- É realmente interessante. Mas, não tenhas medo de mim, eu sou como os seres do teu Planeta, só muda o aspecto físico. – Informou o Extraterrestre ao Jorge.
- Pois, és horrível. – Gracejou ele.
Jorge aproveitava para observar tudo à sua volta. Era tudo tão esquisito, mas tudo tão interessante. Deu-lhe uma vontade enorme de vasculhar tudo, visto que não era todos os dias que podia ver coisas daquelas. Jorge deixou de ver o Extraterrestre, talvez estivesse por de trás de uma pequena a existente na nave. Sentiu então, que era a sua oportunidade de experimentar todos aqueles botões. Carregou num. A nave movimentava-se com uma velocidade bastante elevada. Carregou noutro. Um pequeno espelho realçou-se numa parede lateral. Carregou ainda noutro. Sentiu algo bastante macio. Era a sua almofada. Olhou em seu redor e viu as paredes do seu quarto.
-Oh…foi um sonho… - Entristeceu-se Jorge.
Apesar de estranho, Jorge estava a adorar aquela nova experiência.
publicado por saracrisf às 22:55

 

Bruna Teixeira Costa
Rua 13 de Outubro, 302
4321-987 Rua Nova
                         
                                                                                                   Planeta Terra, 6 de Junho de 2009
Caros companheiros terráqueos,
O Planeta Terra é de todos nós. E, o que lhe está a acontecer é culpa de todos nós. Nós, cidadãos, estamos a destruir o único lugar que temos para viver. Coisas tão insignificantes como atirar uma embalagem pelo vidro do carro prejudicam o nosso meio ambiente.
Todos sabem o estado actual do nosso Planeta, todos sabem a sua gravidade mas, ninguém pára para pensar e rectificar os seus erros.
A poluição. A poluição é o assunto mais preocupante. Actos como os de fazer a reciclagem do lixo, ter em atenção aos números de CFC’s que emitem para a Atmosfera, quando se compra um frigorifico, não usar sprays, utilizar energias renováveis, sempre que possível andar a pé ou de bicicleta… podem mudar muita coisa. São coisas tão simples, e que todos nós podemos fazer. É obvio que estes actos serão bastante importantes mas, não serão repentinos. Contudo nas gerações futuras já se verão excelentes mudanças. 160
Todos juntos seremos capazes. Teremos um mundo novo, um mundo onde se possa viver melhor.
Com os melhores cumprimentos,
Bruna Costa
publicado por saracrisf às 18:44

06
Jun 09

 

Sentei-me num banco ao lado da janela. Com os phones nos ouvidos, observava a bela paisagem. Via campos verdes cobertos de inúmeras flores amarelas, as enormes árvores enchiam-se de pássaros. Avistava-se já, um pequeno ribeiro ao longe. Havia dois pescadores nas margens do mesmo que, com as suas canas tentavam encontrar peixe. O comboio chegou a outra estação. Parou. Fixei, pela janela, uma casa tão velha em que as suas paredes encontravam-se tão degradas que estavam em risco de ruir.
De repente, uma varatoca-me no joelho direito. Instantaneamente retirei os phones e guardei o aparelho de música. Olhei repentinamentepara ver o que se passava. Vi uma adolescente, com óculos escuros e com aquela vara, intuitivamente percebi que sofria de cegueira. Nunca tinha conhecido nenhuma pessoa assim. A rapariga tinha percebido que estava alguém sentado naquele banco, e então, perguntou delicadamente:
- Desculpe, posso-me sentar ao seu lado?
- Claro! Precisas de ajuda? – Perguntei-me com uma enorme naturalidade, afinal, devia ter praticamente a minha idade.
- Obrigada mas, eu consigo acomodar-me sozinha. 
            Calei-me. Achava admirável a capacidade que estas pessoas tinham de se movimentarem sozinhas, de viverem…sem verem. O comboio estava praticamente cheio e o segurançaaproximava-se do nosso banco para pedir os bilhetes.
            Olhei pela janela fora e apercebi-me de que já tínhamos chegado a uma cidade, presumi que seria Cebrulta. Via, agora, prédios e prédios, não se havia nenhuma árvore.
            Com o maior à-vontade, disse-me:
            - Eu nasci assim, o meu avô paterno era cego. Tinha eu cerca de 2 anos quando percebi que era mesmo diferente das outras pessoas. Ouvia-as dizer: “o amarelo fica-te bem”, “que carro giro”, “faz uma letra maior”, e eu não sabia o que era o amarelo, não sabia como era o carro, e até mesmo como eram as letras…
            As suas palavras entristeceram-me. Continuou:
            -…Sentia-me diferente. Cresci e comecei a perceber realmente o meu problema. Agora, aceito-o, não tenho outra opção. Aprendi a viver assim, aprendi a depender de outros para fazer certas coisas, mas sou feliz.
            Ouviu-se “Paragem em Caspira” e a rapariga acrescentou:
            - O meu nome é Mafalda e a minha viagem chegou ao fim. Obrigada por me ouvires.
            Levantou-se. Levantei-me também. Ajudei-a a sair e disse:
            - O meu nome é Afonso.
publicado por saracrisf às 15:28

26
Mai 09
publicado por saracrisf às 22:06

21
Mai 09

recursos expressivos

publicado por saracrisf às 18:55

05
Mai 09

 

Actualmente, para muitas pessoas o sentido da palavra herói evoluiu para ídolo. Mas, para mim não. Um herói é alguém ilustre pela grandiosidade dos seus feitos ou alguém que, por qualquer razão, é motivo de orgulho.
Tentar copiar os hábitos, a maneira de ser, a forma de vestir de alguém nunca é saudável pois, assim estamos forçosamente a mudar a nossa verdadeira personalidade, o que é completamente errado. Isto acontece principalmente com os adolescentes, pois estes são ainda muito inocentes e deixam-se, muito facilmente, iludir e esquecem-se dos possíveis riscos que podem correr.
Mas, apesar disto, ter um herói é bom e pode fazer bem. Ter uma pessoa que se admira pode ajudar a descobrir uma vocação nossa, pode-se aprender com os seus actos, pode-se tornar numa pessoa melhor.
Visto isto, um herói pode influenciar positiva ou negativamente. Agora, cabe-nos a nos ter consciência do que devemos ou não fazer por um ídolo.
publicado por saracrisf às 15:28

24
Abr 09

Título: "O Guarda da Praia"

Autora: Maria Teresa Maia Gonzalez

Editora: VERBO

 

 

 

Uma rapariga foi passar umas pequenas férias a uma casa perto da praia para concluir a escrita do seu livro.
Ela passou a ser visitada constantemente por um jovem, o Luís, que entrava descaradamente em sua casa. Inicialmente, a rapariga não gostou muito, mas rapidamente simpatizou e fez amizade com Dunas, alcunha de Luís.
Luís era um jovem que vivia só com a avó, o pai havia emigrado para a América. Adorava a praia e era lá que ele ia todos os dias.
A rapariga e o Dunas tornaram-se muito amigos; divertiam-se imenso, passeavam juntos, brincavam juntos no mar… Dunas confidenciou à amiga um esconderijo seu na areia.
O tempo passou. A rapariga acabou o seu livro e era tempo de voltar à sua terra. Despediu-se de Dunas com tristeza e saudade.
Algum tempo depois, ela resolveu voltar à ilhota, local onde Dunas vivia, procurá-lo. Foi com imensa tristeza que soube que ele tinha ido para a América e até já se tinha casado. Lembrou-se, então, de ir ao esconderijo à praia. Encontrou uma caixa com várias coisas do Dunas que eram para ela, de entre as quais uma carta de despedida do seu velho amigo.
publicado por saracrisf às 22:46

23
Abr 09

Acabei de ler:

 

"O Guarda da Praia" de Maria Teresa Mais Gonzalez.

 

 

 

Estou a ler:

 

"O Pássaro da Neve" de Sue Welford.

 

 

 

publicado por saracrisf às 20:06

30
Mar 09

 

Florbela de Alma da Conceição Espanca nasceu em Vila Viçosa no Alentejo, no dia 8 de Dezembro de 1894. Filha ilegítima de João Maria Espanca que era fotógrafo e antiquário e de Antónia da Conceição Lobo que era criada. Foi quando tinha 8 anos de idade que escreveu o seu primeiro poema: “Vida e Morte”
Começou os seus estudos no colégio em Vila Viçosa. Mais tarde frequentou o Liceu de Évora e, só depois do seu primeiro casamento com Alberto Moutinho, em 1913, é que concluiu a Secção de Letras do Curso dos Liceus.
Posteriormente estudou Direito na Faculdade de Lisboa. E, foi em 1919 que publicou a sua primeira obra de poesia: “Livro de Mágoas”. Em 1921 divorciou-se de Alberto Moutinho e volta novamente a casar-se com António Guimarães. Dois anos mais tarde publicou o “Livro do Soror Saudade”. Em 1925 Florbela Espanca casou-se, pela terceira vez, com Mário Lage.
A escritora estava ligada por fortes laços afectivos ao seu irmão, Apeles, e este morreu em 1927. Tal acontecimento afectou bastante a sua vida e a sua obra.
Florbela Espanca morreu a 8 de Dezembro de 1930 em Matosinhos como causa oficial um edema pulmonar. Depois da sua morte foram publicados: “Charneca em Flor”; “Contos - As Máscaras do Destino"… .
publicado por saracrisf às 16:31

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