21
Nov 07

Autor: Jorge Amado

Título: O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

 

                                                                         

Data:

20-11-2007

Páginas:

13-74

 

 

          O Tempo prometera a Manhã uma rosa azul se a história que ela lhe contasse fosse boa. Era uma história de amor entre o Gato Malhado e a Andorinha Sinhá.

          Gato Malhado era um gato já velho, mal-humorado e muito mau. Um dia, todos os animais do parque fugiram do gato mas uma jovem andorinha permaneceu num galho de uma árvore. Tiveram um pouco a conversar, ou melhor discutir.

          Desde ai, o Gato Malhado só pensava na Andorinha Sinhá e vice-versa. Numa manhã ele passeou pelo parque e os seus pés levaram-no até a casa da Andorinha. A partir daí todos os dias se encontravam para passear e conversar. Já no fim do Verão, o Gato disse a Andorinha que até casava com ela, ao qual ela respondeu que andorinhas não se casavam com gatos. Depois disso, a Andorinha andou desaparecida.

          Andou pela boca dos animais um boato que a Andorinha namorava com o Gato, e todos criticavam ambos.

          Algum tempo mais tarde, já no Outono, o Gato soube que a Andorinha estava de casamento marcado com o Rouxinol,  muito amigo dela. Desde então, o Gato Malhado, passou a andar triste e mal-humorado para todos.

          Revoltado, o Gato matou alguns dos animais que começaram com os boatos.

          Já no Inverno, ocorreu o casamento do Rouxinol com a Andorinha Sinhá. Era tanta a tristeza do Gato Malhado, que ele decidiu caminhar até ao Fim do Mundo. Este viu a Andorinha, pela última vez no casamento, ela também o viu. Na cara dela via-se também tristeza, pois gostara também do Gato, mas fora obrigada a casar com o Rouxinol.

         A Andorinha Sinhá deixou cair uma pétala de rosa do seu buquê sobre  Gato, a qual ele colocou  no peito, parecendo uma gota de sangue.

         Quando o gato saiu de lá, a pétala brilhou e encaminhou-o até ao Fim do Mundo.

         Assim, a Manhã recebeu a rosa azul do Tempo.

publicado por saracrisf às 22:34

11
Nov 07

Entretanto, muitos outros chineses vieram para Portugal. Já no século XXII, eram cerca de 13 milhões de chineses a habitar no nosso país.

Nas primeiras eleições presidenciais desse século foi eleito o Sr. Xiuáua Chiu. Todos os chineses votaram nele, o que deixou os portugueses revoltados.

Ele mudou várias coisas no país: a língua passou de português para portochico, o nome de vários monumentos, hospitais estradas, ruas, etc. Em todas as escolas do país, o chinês passou a ser uma língua obrigatória para todos os anos de escolaridade. Também os hábitos alimentares e muita da cultura portuguesa foram perdidos.

Só as ilhas dos arquipélagos da madeira e dos Açores é que se salvaram a esta evasão.

No meio de todos estes acontecimentos, um português, o Sr. Francisco ficou refugiado em casa e criou um laboratório para construir uma arma de fogo para defesa dos chineses. O Sr. Francisco também descobriu um ponto fraco dos chineses, um produto que colocado nos alimentos faria uma alteração nos genes dos olhos em bico, a qual seria mortal. A população chinesa não resistiu às tentações, comeu o petisco e foi extinta de Portugal.

Assim, Portugal passou a ser o país que era antes.

publicado por saracrisf às 18:16

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