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Jan 08

Acordei uns dias depois…parecia estar numa divisão de uma casa. Mas que casa? Seria a minha? Levantei-me e percorri todos as suas divisões; havia uma cozinha, uma casa de banho, dois quartos e uma sala de estar (onde eu acordei). Aparentemente era uma casa normal, mas havia uns pequenos pormenores em que eu tinha reparado; não havia uma única janela e, portas para o exterior só havia uma. Fiquei com medo. Afinal, onde é que eu estava?

Ouvi a porta que dava acesso ao exterior abrir-se. Fui a correr ver quem era.

- Jorge?! Como é que eu vim aqui parar? – Gritei espantada.

Era o meu ex. namorado, tinha sido eu que terminara o namoro, já estava farta das suas cenas de ciúmes.

- Sim, sou eu. Agora vais “pagar” por tudo o que me fizeste.

- Mas…o que é que me vais fazer? – perguntei, com medo do que me pudesse acontecer.

- Nada…!Mas daqui não vais sair.

Saiu da minha frente e fora em direcção à cozinha. Entretanto chamou-me para almoçar.

No fim do almoço disse-me:

- Agora vou sair. Quando quiseres toma banho que tens roupa no armário ao lado da banheira. E, se tiveres fome vai ao frigorífico..xau.

E já quase a sair a porta, acrescentou:

- Não vale a pena gritares, é que ninguém te irá ouvir.

E, logo de seguida fechou a porta. Eu ainda a tentei abrir novamente, mas estava trancada.

A tarde passava, e eu sentada no chão a chorar. Questionava-me inúmeras vezes: porquê que isto me está a acontecer?

Mas, a noite chegava e o Jorge estava de volta, jantávamos, víamos um pouco de televisão e ele adormecia. Sim, porque eu não pregava olho, passava a noite praticamente toda acordada.

Passou cerca de um ano e, tudo permanecera tal e qual como no primeiro dia em que me encontrava naquela casa. Algo me dizia que o Jorge nunca me ia deixar sair de lá e, tal como ele dizia, nunca ninguém me iria encontrar ali. Porém, havia algo que me inquietava, nunca percebera a razão dele me prender, tratava-me bem; dava-me alimentação e deixava-me tratar da higiene, mas eu nunca esqueci nem jamais esquecerei o meu grande amor, Rafael.

            Então, muito desesperada dirigi-me à cozinha. Havia um faca grande e afiada. Peguei nelea e decidi acabar com a minha vida. Ainda hesitei, mas acabei por cravar a faca no coração.

publicado por saracrisf às 21:20

Um texto com muita correcção. Parabéns.
Paulo Faria a 28 de Janeiro de 2008 às 23:25

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