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30
Mar09

“Preparar para o exame” - Propostas de Escrita - Biografia Florbela Espanca

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Florbela de Alma da Conceição Espanca nasceu em Vila Viçosa no Alentejo, no dia 8 de Dezembro de 1894. Filha ilegítima de João Maria Espanca que era fotógrafo e antiquário e de Antónia da Conceição Lobo que era criada. Foi quando tinha 8 anos de idade que escreveu o seu primeiro poema: “Vida e Morte”
Começou os seus estudos no colégio em Vila Viçosa. Mais tarde frequentou o Liceu de Évora e, só depois do seu primeiro casamento com Alberto Moutinho, em 1913, é que concluiu a Secção de Letras do Curso dos Liceus.
Posteriormente estudou Direito na Faculdade de Lisboa. E, foi em 1919 que publicou a sua primeira obra de poesia: “Livro de Mágoas”. Em 1921 divorciou-se de Alberto Moutinho e volta novamente a casar-se com António Guimarães. Dois anos mais tarde publicou o “Livro do Soror Saudade”. Em 1925 Florbela Espanca casou-se, pela terceira vez, com Mário Lage.
A escritora estava ligada por fortes laços afectivos ao seu irmão, Apeles, e este morreu em 1927. Tal acontecimento afectou bastante a sua vida e a sua obra.
Florbela Espanca morreu a 8 de Dezembro de 1930 em Matosinhos como causa oficial um edema pulmonar. Depois da sua morte foram publicados: “Charneca em Flor”; “Contos - As Máscaras do Destino"… .
29
Mar09

PAI

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Nasci. Cresci. E aprendi.
Aprendi contigo parte do que sei.
Ensinaste-me a viver,
Coisa de que sempre precisarei.
 
Admiro-te, Pai!
Admiro-te por seres como és,
Admiro-te por fazeres o que fazes.
 
Obrigado!
Obrigado por seres como és, comigo,
Obrigado por tudo!
 
Precisei, Preciso e Precisarei de ti, Pai!
15
Mar09

Carta de Reclamação

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Bruna Teixeira Costa
Rua 13 de Outubro, 302
4321-987 Rua Nova
 
Rua Nova, 12 de Março de 2009
Ex. mos. Senhores,
Lamento comunicar a V. Exas. que as calças, que comprei no vosso estabelecimento no passado dia 07 de Março de 2009, rapidamente se estragaram.
È que, depois de uma vez usadas, foram lavadas na máquina de lavar roupa a uma temperatura não superior a 30ºC, como vinha na etiqueta, as calças ficaram debotadas, brancas com várias manchas, sendo elas de ganga escura.
Visto isto, fico impossibilitada de as voltar a usar. Portanto, peço que V. Exas. Tomem alguma atitude. Neste caso, ou me dão a possibilidade de ser recompensado como outro produto do vosso estabelecimento, do mesmo valor, ou então espero a devolução do dinheiro dispensado na compra.
 
De V. Exas.
Atentamente
 
Bruna Teixeira Costa
 
07
Mar09

Pinócrates; Diabo; Anjo

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Aproxima-se o Pinócrates do Cais e, chegando ao Arrais do Inferno diz:
 
Pin. Pera onde caminhais?
Dia. Pera aquele fogo ardente, Senhor. Embarcai!
Pin. Quê? Que dizeis?
Dia. Pera o Estio Eterno.
Pin. Nom hei-de eu embarcar em tal barca. Nom fiz nada pera merecer esse destino
Dia. Tu, que enganaste o teu pobre povo português, que haveis de merecer? Embarcai aqui, mais ninguém te acolherá.
Pin. Isso que dizeis é absolutamente mentira. Eu que criei um computador para as mias criancinhas…
Dia. Tu, que os copiaste, induzindo em erro teu povo.
Pin. Continuas absolutamente enganado em relação a mi pessoa. Procurarei então outra barca.
 
(Pinócrates procurou, no Cais, outra barca, a Barca da Glória)
 
Pin. Hou da Barca!
Anj. Quem vem i?
Pin. Pinócrates. Pera onde caminhais?
Anj. Pera o Paraíso, Senhor. Mas cá nom entrarás tu.
Pin. I nom entrarei eu? Mas porquê? Eu, que enquanto vivo sempre ajudei o meu pais.
Dia. Tu, que leixaste o teu pais mal, mui mal. Nunca ajudaste os que mais precisavam. Tu, que só te preocupaste com a tua própria riqueza.
Pin. Isso é absolutamente mentira. Sempre fui um político exemplar disposto a fazer o melhor pelo meu pais.
Anj. Aqui não embarcais.
Pin. E se eu…por acaso…lhe der assi um dinheirinho?
Anj. Se era isso que fazíeis enquanto vivo, aqui, comigo não o fazeis.
 
(Pinócrates ao perceber que não embarcaria na Barca da Glória, procurou de novo a Barca do Diabo)
Pin. Hou da Barca! Posso i embarcar?
Dia. Embarcai e tomarês um par de remos. Nom percamos mais maré.
Pin. Todavia.
Dia. Vosso amigo, Hugo Crávez, já cá embarcou. Lá o encontrarás.
Pin. Mui meu amigo ele. És porreiro pá.
06
Mar09

Texto descritivo

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          Neste quadro, que representa um barco, destaca-se ao centro uma mesa, na qual está um prato com cerejas e um copo. Ao seu redor, está um padre e uma freira. Ambos cantam e a freira toca alaúde. Pendurado numa corda, e que se deixa cair entre o padre e a freira está um pedaço de pão. Um pouco atrás encontram-se também três pessoas que acompanham o padre e a freira a cantar. Também por trás e à direita está, sentado numa corda, um bobo que bebe com sofreguidão. À frente estão duas pessoas nuas que pedem com uma tigela na mão algum para comer. Do lado esquerdo está uma mulher que está a bater a um homem que tentava roubar um jarro. Neste barco, o mastro é uma árvore, e nesta árvore, e nesta árvore está preso por uma corda, um ganso. Por baixo deste, está uma pessoa que, com uma faca, o tenta roubar.

 

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